Qualquer coisa que se faça, ou a qualquer lugar que se vá, há sempre regras a serem seguidas. Principalmente no trabalho, para a boa convivência e profissionalismo, existem algumas que são essenciais!
Com o uso das redes sociais e principalmente mensagens pelo telefone, a linguagem informal ganhou adeptos em todos os cantos. Abreviaturas e troca de letras fazem parte do cotidiano de quem não se desgruda do celular. Nenhum problema, se não fosse a falta de prática da escrita correta sendo levada para o ambiente corporativo. Cometer um deslize ou outro até acontece no dia-a-dia, mas quando o assunto é trabalho, é preciso ter um pouco mais de cuidado. Nesse caso, o ideal é não abusar das gírias e consultar o dicionário ou um manual da língua portuguesa sempre que tiver uma dúvida na hora de redigir textos, mesmo que seja um simples bilhete.
Nada mais desagradável do que atrasos. Por mais que a cultura do brasileiro diga que isso é normal, o bom senso diz que isso é falta de respeito com os demais. Cumprir horários estabelecidos faz parte das regras de boa convivência e dos contratos de trabalho. Imprevistos acontecem e podem ser avisados, mas fazer disso uma rotina pode atrapalhar o bom andamento do trabalho e a rotina dos colegas. Claro que eventualidades acontecem, como consultas médicas ou problemas pessoais, mas desde que a alteração seja comunicada com antecedência e autorizada por um superior, não haverá problema.
Cada empresa que não adota uniforme possui o seu dress code e o seu grau de tolerância quanto ao modo de vestir de seus funcionários. Para evitar problemas, o ideal é usar o bom senso e ter em mente regras universais como evitar minissaias e vestidos curtos, decotes, trajes muito justos e blusas que deixam a barriga de fora. Em grandes organizações e para quem representa a empresa visitando clientes, por exemplo, as roupas sociais são normalmente as mais indicadas.
O celular se tornou o companheiro inseparável de quase todo o mundo, mas vez ou outra acaba ficando abandonado em cima de uma mesa durante o horário de trabalho, o que pode fazer com que ao tocar, atrapalhe os colegas. Músicas altas ou toques diferenciados tendem a incomodar ainda mais quando os portáteis são deixados para trás. Uma boa dica para esses momentos de esquecimento é manter o celular no modo vibrar durante o expediente. E um aviso para quem não suporta ouvir telefone tocando, se o dono esqueceu, deixe tocar. Celular é artigo estritamente pessoal e por mais que incomode, não é conveniente atender em nome de outra pessoa.
Apesar do uso da tecnologia ser em grande escala, ainda tem gente que não sabe usar o e-mail com bom senso. Ter uma conta de e-mail na empresa não elimina o uso do endereço pessoal. Nada mais desagradável que receber piadinhas, simpatias e correntes na caixa profissional. A regra de ouro é manter assuntos profissionais e pessoais completamente separados tanto para envio, como para recebimento. E para facilitar a vida de todo mundo, o ideal é responder as mensagens em, no máximo, 48 horas.
Ficar no escritório de nove a dez horas por dia acaba criando um laço entre as pessoas e com o passar do tempo todo o grupo sabe um pouco sobre a vida pessoal um do outro, isso faz parte das relações humanas. Há aqueles que dão palpite e aqueles que pedem opinião, mas como tudo tem limite, não dá para alugar o ouvido do colega durante todo o expediente com problemas ou questões pessoais. O ideal é deixar o papo mais intenso para a hora do intervalo ou do almoço tendo certeza de que sua companhia está realmente interessada no assunto. Isso não impede que o ambiente tenha conversas informais e que seja agradável e descontraído, só não dá para ser o sujeito que “aluga” e atrapalha todo mundo, só falando da sua vida pessoal todo o tempo.
Equilíbrio é sempre a chave de tudo.
Élida Rosenburg